Ama e num demora, no beco, na vida, atrás da escola
na casa, no boteco, no chão do pedinte de esmola
Respira, sopra lento e faz isso no frio do ar do vento
no passar dos anos, assopra enquanto ainda é tempo
Parou morreu reencarnou ressuscitou faleceu, as botas bateu
coberto de vermes da terra de tantas letras que você nunca escreveu
Cai a dor chorada, na página escrita em letra de formada
As gotas gordas molham e grafam, praguejam, aliviam e desabafam
Aceita o azar, ama a sorte, que a vida já vem com a morte,
uma ou outra, e ambas, perambulam até que tudo se esgote

Sensacional este teu blog. Teus textos supreenderam-me, encantaram-me. Perdoa-me se não te conhecia, até este momento, mas, de agora em diante, sei que aqui terei um espaço para meu deleite.
ResponderExcluirUm abraço
Lizete Abrahão